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    Administradora Administrador Avatar de Luzinha
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    [TUTORIAL] DDoS e Ataques DDoS

    Através do presente artigo, os autores pretendem desmistificar os recentemente famosos ataques DDoS (Distributed Denial of Service), explicando não somente a anatomia do ataque e a forma como ele é orquestrado, mas principalmente dando a conhecer algumas estratégias de como mitigí-lo. São abordados também alguns mecanismos de detecção do ataque e, caso você se torne uma vàtima, são apresentadas algumas diretivas de como reagir.

    O artigo descreve também, de maneira sucinta, o funcionamento das ferramentas DDoS comumente usadas nos ataques.


    Introdução
    No último mês, o assunto segurança de redes passou a fazer parte da ordem do dia na imprensa falada e escrita. Na pauta das conversas nos cafés e esquinas das cidades tornou-se comum falar sobre os hackers, os mais recentes ataques que deixaram inacessàveis alguns dos mais famosos web sites, e até mesmo se ouvia falar em ataques de "negação de serviço" (Denial of Service, DoS).

    Mas, afinal, o que é um ataque de "negação de serviço"? Os ataques DoS são bastante conhecidos no âmbito da comunidade de segurança de redes. Estes ataques, através do envio indiscriminado de requisições a um computador alvo, visam causar a indisponibilidade dos serviços oferecidos por ele. Fazendo uma analogia simples, é o que ocorre com as companhias de telefone nas noites de natal e ano novo, quando milhares de pessoas decidem, simultaneamente, cumprimentar à meia-noite parentes e amigos no Brasil e no exterior. Nos cinco minutos posteriores à virada do ano, muito provavelmente, você simplesmente não conseguirí completar a sua ligação, pois as linhas telefônicas estarão saturadas.

    Ao longo do último ano, uma categoria de ataques de rede tem-se tornado bastante conhecida: a intrusão distribuàda. Neste novo enfoque, os ataques não são baseados no uso de um único computador para iniciar um ataque, no lugar são utilizados centenas ou até milhares de computadores desprotegidos e ligados na Internet para lançar coordenadamente o ataque. A tecnologia distribuàda não é completamente nova, no entanto, vem amadurecendo e se sofisticando de tal forma que até mesmo vândalos curiosos e sem muito conhecimento técnico podem causar danos sérios. A este respeito, o CAIS tem sido testemunha do crescente desenvolvimento e uso de ferramentas de ataque distribuàdas, em vírias categorias: sniffers, scanners, DoS.

    Seguindo na mesma linha de raciocànio, os ataques Distributed Denial of Service, nada mais são do que o resultado de se conjugar os dois conceitos: negação de serviço e intrusão distribuàda. Os ataques DDoS podem ser definidos como ataques DoS diferentes partindo de vírias origens, disparados simultânea e coordenadamente sobre um ou mais alvos. De uma maneira simples, ataques DoS em larga escala!.

    Os primeiros ataques DDoS documentados surgiram em agosto de 1999, no entanto, esta categoria se firmou como a mais nova ameaça na Internet na semana de 7 a 11 de Fevereiro de 2000, quando vândalos cibernéticos deixaram inoperantes por algumas horas sites como o Yahoo, EBay, Amazon e CNN. Uma semana depois, teve-se notàcia de ataques DDoS contra sites brasileiros, tais como: UOL, Globo On e IG, causando com isto uma certa apreensão generalizada.

    Diante destes fatos, a finalidade deste artigo é desmistificar o ataque, de modo que administradores e gerentes de sistemas, conhecendo melhor o inimigo, se preparem para combatê-lo.



    Desmistificando o ataque
    OS PERSONAGENS



    Figura 1: Ataque DDoS

    Quando tratamos de um ataque, o primeiro passo para entender seu funcionamento é identificar os "personagens". Pois bem, parece nãohaver um consenso a respeito da terminologia usada para descrever este tipo de ataque. Assim, esclarece-se que ao longo deste artigo serí utilizada a seguinte nomenclatura:

    Atacante: Quem efetivamente coordena o ataque.

    Master: Míquina que recebe os parâmetros para o ataque e comanda os agentes (veja a seguir).

    Agente: Míquina que efetivamente concretiza o ataque DoS contra uma ou mais vàtimas, conforme for especificado pelo atacante.

    Vàtima: Alvo do ataque. Míquina que é "inundada" por um volume enormede pacotes, ocasionando um extremo congestionamento da rede e resultando na paralização dos serviços oferecidos por ela.

    Vale ressaltar que, além destes personagens principais, existem outros dois atuando nos bastidores:

    Cliente: Aplicação que reside no master e que efetivamente controla os ataques enviando comandos aos daemons.

    Daemon: Processo que roda no agente, responsível por receber e executar os comandos enviados pelo cliente.

    O ATAQUE

    O ataque DDoS é dado, basicamente, em três fases: uma fase de "intrusão em massa",na qual ferramentas automíticas são usadas para comprometer míquinas e obteracesso privilegiado (acesso de root). Outra, onde o atacante instala software DDoS nas míquinas invadidas com o intuito de montar a rede deataque. E, por último, a fase onde é lançado algum tipo de flood (leias as regras do forum) de pacotes contra uma ou mais vàtimas, consolidando efetivamente o ataque.

    Fase 1: Intrusão em massa

    Esta primeira fase consiste basicamente nos seguintes passos:

    É realizado um megascan de portas e vulnerabilidades em redes consideradas "interessantes", como por exemplo, redes com conexões de banda-larga ou com baixo grau de monitoramento.
    O seguinte passo é explorar as vulnerabilidades reportadas, com o objetivode obter acesso privilegiado nessas míquinas.
    Entre as vàtimas preferenciais estão míquinas Solaris e Linux, devido à existência de sniffers e rootkits para esses sistemas. Entre as vulnerabilidades comumente exploradas podemos citar: wu-ftpd, serviços RPC como "cmsd", "statd", "ttdbserverd", "amd", etc.

    É criada uma lista com os IPs das míquinas que foram invadidas e que serão utilizadas para a montagem da rede de ataque.
    Fase 2: Instalação de software DDoS

    Esta fase compreende os seguintes passos:

    Uma conta de usuírio qualquer é utilizada como repositório para as versões compiladas de todas as ferramentas de ataque DDoS.
    Uma vez que a míquina é invadida, os binírios das ferramentas de DDoS sãoinstalados nestas míquinas para permitir que elas sejam controladasremotamente. São estas míquinas comprometidas que desempenharão os papeis de masters ouagentes.
    A escolha de qual míquina serí usada como master e qual comoagente dependerí do critério do atacante. A princàpio, o perfil dos master é o de míquinas que não são manuseadas constantemente pelos administradores e muito menos são frequentemente monitoradas. Jí o perfil dos agentes é o de míquinas conectadas à Internet por links relativamente rípidos, muito utilizados em universidades e provedores de acesso.

    Uma vez instalado e executado o daemon DDoS que roda nos agentes, elesanunciam sua presença aos masters e ficam à espera de comandos (status "ativo").O programa DDoS cliente, que roda nos masters, registra em uma listao IP das míquinas agentes ativas. Esta lista pode ser acessada pelo atacante.
    A partir da comunicação automatizada entre os masters e agentes organizam-se os ataques.
    Opcionalmente, visando ocultar o comprometimento da míquina e a presençados programas de ataque, são instalados rootkits.
    Vale a pena salientar que as fases 1 e 2 são realizadas quase que umaimediatamente após a outra e de maneira altamente automatizada. Assim, são relevantes as informações que apontam que os atacantes podem comprometer uma míquina e instalar nela as ferramentas de ataque DDoS em poucos segundos.

    Voilí, tudo pronto para o ataque!!

    Fase 3: Disparando o ataque

    Como mostrado na figura 1, o atacante controla uma ou mais míquinas master, as quais, por sua vez, podem controlar um grande número de míquinas agentes. É a partir destes agentes que é disparado o flood (leias as regras do forum) de pacotes que consolida o ataque. Os agentes ficam aguardando instruções dos masters para atacar um ou mais endereços IP (vàtimas), por um peràodo especàfico de tempo.

    Assim que o atacante ordena o ataque, uma ou mais míquinas vàtimas são bombardeadas por um enorme volume de pacotes, resultando não apenas na saturação do link de rede, mas principalmente na paralização dos seus serviços.

    ^

    Ferramentas de DDoS
    Ao contrírio do que se pensa, os ataques DDoS não são novos. A primeiraferramenta conhecida com esse propósito surgiu em 1998. Desde então, foram diversas as ferramentas de DDoS desenvolvidas, cada vez mais sofisticadas e com interfíceis mais amigíveis. O que é no mànimo preocupante, pois nos dí uma idéia de quão rípido se movimenta o mundo hacker. A seguir, elas são listadas na ordem em que surgiram:

    1. Fapi (1998) 4. TFN (ago/99) 7. TFN2K(dez/99)
    2. Blitznet 5. Stacheldraht(set/99) 8. Trank
    3. Trin00 (jun/99) 6. Shaft 9. Trin00 win version

    Não é propósito deste artigo abordar todas as ferramentas de DDoS disponàveis,mas apenas conhecer o funcionamento bísico das principais, que são: Trin00, TFN, Stacheldraht e TFN2K.

    TRIN00

    O Trin00 é uma ferramenta distribuàda usada para lançar ataques DoScoordenados, especificamente, ataques do tipo UDP flood (leias as regras do forum).Para maiores informações a respeito de ataques deste tipo, veja em: http://www.cert.org/advisories/CA-96.01.UD...ice_denial.html

    Uma rede Trinoo é composta por um número pequeno de masters e um grande número de agentes.

    O controle remoto do master Trin00 é feito através de uma conexão TCPvia porta 27665/tcp. Após conectar, o atacante deve fornecer uma senha(tipicamente, "betaalmostdone").

    A comunicação entre o master Trin00e os agentes é feita via pacotes UDP na porta 27444/udpou via pacotes TCP na porta 1524/tcp. A senha padrão para usar os comandosé "l44adsl" e só comandos que contêm a substring "l44" serão processados.

    A comunicação entre os agentes e o master Trin00 tambémé através de pacotes UDP, mas na porta 31335/udp.Quando um daemon é inicializado, ele anuncia a sua disponibilidadeenviando uma mensagem ("*HELLO*") ao master,o qual mantém uma lista dos IPs das míquinas agentes ativas, que ele controla.

    Tipicamente, a aplicação cliente que roda no master tem sido encontrado sob o nome de master.c, enquanto que os daemons do Trin00 instalados emmíquinas comprometidas têm sido encontrados com uma variedade de nomes, dentre eles: ns, http, rpc.trinoo, rpc.listen, trinix, etc. Tanto o programa cliente (que roda no master) quanto o daemon (que roda no agente) podem ser inicializados sem privilégios de usuírio root.

    TFN ? TRIBE flood NETWORK

    O TFN é uma ferramenta distribuàda usada para lançar ataques DoS coordenados a uma ou mais míquinas vàtimas, a partir de vírias míquinas comprometidas. Além de serem capazesde gerar ataques do tipo UDP flood como o Trin00, uma rede TFN pode gerar ataques do tipoSYN flood , ICMP flood (leias as regras do forum) e Smurf/Fraggle. Maiores informações a respeito destetipo de ataques podem ser encontradas em:

    http://www.cert.org/advisories/CA-96.21.tc...n_flooding.html
    http://www.cert.org/advisories/CA-98.01.smurf.html

    Neste tipo de ataque é possàvel forjar o endereço origem dos pacotes lançados às vàtimas, o que dificulta qualquer processo de identificação do atacante.

    No caso especàfico de se fazer uso do ataque Smurf/Fraggle para atingir a(s) vàtima(s), o flood de pacotes é enviado às chamadas "redes intermediírias" que consolidarão o ataque, não diretamente às vàtimas.

    O controle remoto de uma master TFN é realizado através de comandosde linha executados pelo programa cliente. A conexão entre o atacantee o cliente pode ser realizada usando qualquer um dos métodos de conexãoconhecidos, tais como: rsh, telnet, etc. Não é necessíria nenhuma senhapara executar o cliente, no entanto, é indispensível a lista dos IPs das míquinasque têm os daemons instalados. Sabe-se que algumas versões da aplicação clienteusam criptografia (Blowfish) para ocultar o conteúdo desta lista.

    A comunicação entre o cliente TFN e os daemons é feita via pacotes ICMP_ECHOREPLY.Não existe comunicação TCP ou UDP entre eles.

    Tanto a aplicação cliente (comumente encontrada sob o nome de tribe) como os processos daemons instalados nas míquinas agentes (comumenteencontrados sob o nome de td), devem ser executados com privilégios de usuírio root.

    STACHELDRAHT

    Baseado no código do TFN, o Stacheldraht é outra das ferramenta distribuàdas usadas para lançar ataques DoS coordenados a uma ou mais míquinas vàtimas, a partir de vírias míquinas comprometidas. Como sua predecessora TFN, ela também é capaz de gerar ataques DoS do tipo UDP flood , TCP flood , ICMP flood e Smurf/fraggle.

    Funcionalmente, o Stacheldraht combina basicamente caracteràsticas das ferramentas Trin00 e TFN, mas adiciona alguns aspectos, tais como: criptografia da comunicação entre o atacante e o master;e atualização automítica dos agentes.

    A idéia de criptografia da comunicação entre o atacante e o master surgiuexatamente porque uma das deficiências encontradas na ferramenta TFN era que a conexão entre atacante e master era completamente desprotegida, obviamente sujeita a ataques TCP conhecidos (hijacking, por exemplo). O Stacheldraht lida com este problema incluindo um utilitírio "telnet criptografado" na distribuição do código.

    A atualização dos binírios dos daemons instaladosnos agentes pode ser realizada instruindo o daemon a apagar a sua própria imagem e substituà-la poruma nova cópia (solaris ou linux). Essa atualização é realizada via serviço rpc (514/tcp).

    Uma rede Stacheldraht é composta por um pequeno número de mastersonde rodam os programas clientes (comumente encontrados sob o nome de mserv, e um grande número de agentes, onde rodam os processos daemons (comumente encontrados sob o nome de leaf ou td). Todos eles devem ser executados com privilégios de root.

    Como foi mencionado anteriormente, o controle remoto de um master Stacheldraht é feito através de um utilitírio "telnet criptografado" que usa criptografia simétrica para proteger as informaçõesque trafegam até o master. Este utilitírio se conecta em uma porta TCP,comumente na porta 16660/tcp.

    Diferencialmente do que ocorre com o Trinoo, que utiliza pacotes UDPna comunicação entre os masters e os agentes, e do TFN, que utilizaapenas pacotes ICMP, o Stacheldraht utiliza pacotes TCP (porta padrão 65000/tcp) eICMP (ICMP_ECHOREPLY).
    TFN2K - TRIBLE flood NETWORK 2000

    A ferramenta Tribe flood Network 2000, mais conhecida como TFN2K, é mais umaferramenta de ataque DoS distribuàda. O TFN2K é considerado umaversão sofisticada do seu predecessor TFN. Ambas ferramentas foram escritaspelo mesmo autor, Mixter.

    A seguir são mencionadas algumas caracteràsticas da ferramenta:

    Da mesma forma que ocorre no TFN, as vàtimas podem ser atingidas por ataques do tipo UDP flood , TCP flood , ICMP flood ou Smurf/fraggle. O daemon podeser instruàdo para alternar aleatoriamente entre estes quatro tipos de ataque.
    O controle remoto do master é realizado através de comandos via pacotes TCP, UDP, ICMP ou os três de modo aleatório. Estes pacotes são criptografados usando o algoritmo CAST.Deste modo, a filtragem de pacotes ou qualquer outro mecanismo passivo, torna-se impraticível e ineficiente.
    Diferentemente do TFN, esta ferramenta é completamente "silenciosa", isto é, não existe confirmação (ACK) da recepção dos comandos, a comunicação de controle éunidirecional. Ao invés disso, o cliente envia 20 vezes cada comando confiando em que, ao menos uma vez, o comando chegue com sucesso.
    O master pode utilizar um endereço IP forjado.
    A tàtulo de ilustração se resume, através da seguinte tabelacomparativa, como é realizada a comunicação entre os"personagens" encontrados em um tàpico ataque DDoS, para cada uma das ferramentas:

    Comunicação Trin00 TFN Stacheldraht TFN2K
    Atacante->Master 1524/27665/tcp icmp_echoreply 16660/tcp icmp/udp/tcp
    Master->Agente 27444/udp icmp_echoreply 65000/tcp,
    icmp_echoreply icmp/udp/tcp
    Agente->Master 31335/udp icmp_echoreply 65000/tcp,
    icmp_echoreply icmp/udp/tcp

    De um modo geral, os binírios das ferramentas DDoS têm sido comumente encontrados em míquinas com sistema operacional Solaris ou Linux. No entanto, o fonte dos programas pode ser facilmente portado para outras plataformas.

    Ainda em relação às ferramentas, vale lembrar que a modificação do código fonte pode causar a mudança de certas propriedades da ferramenta, tais como: portas de operação, senhas de acesso e controle, nome dos comandos, etc. Isto é, a personalização da ferramenta é possàvel.

    ^

    Como se prevenir?
    Até o momento não existe uma "solução mígica" para evitar os ataques DDoS, o que sim é possàvel é aplicar certas estratégias para mitigar o ataque, este é o objetivo desta seção.(Bom ate tem mais é mt dificil)

    Dentre as estratêgias recomendadas pode-se considerar as seguintes:

    Incrementar a segurança do host
    Sendo que a caracteràstica principal deste ataque é a formação de uma rede de míquinas comprometidas atuando como masters e agentes, recomenda-se fortemente aumentar o nàvel de segurança de suas míquinas, isto dificulta a formação da rede do ataque.
    Instalar patches
    Sistemas usados por intrusos para executar ataques DDoS são comumente comprometidos via vulnerabilidades conhecidas. Assim, recomenda-se manter seus sistemas atualizados aplicando os patches quando necessírio.
    Aplicar filtros "anti-spoofing"
    Durante os ataques DDoS, os intrusos tentam esconder seus endereços IP verdadeiros usando o mecanismo de spoofing, que basicamente consite em forjar o endereço origem, o que dificulta a identificação da origem do ataque. Assim, se faz necessírio que:
    Os provedores de acesso implementem filtros anti-spoofing na entrada dos roteadores, de modo que ele garanta que as redes dos seus clientes não coloquem pacotes forjados na Internet.
    As redes conectadas à Internet, de modo geral, implementem filtros anti-spoofing na saàda dos roteadores de borda garantindo assim que eles próprios não enviem pacotes forjados na Internet.
    Limitar banda por tipo de trífego
    Alguns roteadores permitem limitar a banda consumida por tipo de trífego na rede. Nos roteadores Cisco, por exemplo, isto é possàvel usando CAR (Commited Access Rate). No caso especàfico de um ataque DDoS que lança um flood (leias as regras do forum) de pacotes ICMP ou TCP SYN, por exemplo, você pode configurar o sistema para limitar a banda que poderí ser consumida por esse tipo de pacotes.
    Prevenir que sua rede seja usada como "amplificadora"
    Sendo que algumas das ferramentas DDoS podem lançar ataques smurf (ou fraggle), que utilizam o mecanismo de envio de pacotes a endereços de broadcasting, recomenda-se que sejam implementadas em todas as interfaces dos roteadores diretivas que previnam o recebimento de pacotes endereçados a tais endereços. Isto evitarí que sua rede seja usada como "amplificadora". Maiores informações a respeito do ataque smurf (e do parente fraggle) podem ser encontradas em: http://users.quadrunner.com/chuegen/smurf
    Estabelecer um plano de contingência
    Partindo da premisa que não existe sistema conectado à Internet totalmente seguro, urge que sejam considerados os efeitos da eventual indisponibilidade de algum dos sistemas e se tenha um plano de contingência apropriado, se necessírio for.
    Planejamento prévio dos procedimentos de resposta
    Um prévio planejamento e coordenação são cràticos para garantir uma resposta adequada no momento que o ataque estí acontecendo: tempo é crucial! Este planejamento deverí incluir necessariamente procedimentos de reação conjunta com o seu provedor de backbone.
    ^

    Como detectar?
    As ferramentas DDoS são muito furtivas no quesito detecção. Dentre as diversaspropriedades que dificultam a sua detecção pode-se citar como mais significativa a presença de criptografia. Por outro lado, é possàvel modificar o código fonte de forma que as portas, senhas e valores padrões sejam alterados.

    Contudo, não é impossàvel detectí-las. Assim, esta seção tem por objetivo apresentar alguns mecanismos que auxiliem na detecção de um eventual comprometimento da sua míquina (ou rede) que indique ela estar sendo usada em ataques DDoS. Estes mecanismos vão desde os mais convencionais até os mais modernos.

    AUDITORIA

    Comandos/Utilitírios: Alguns comandos podem ser bastante úteis durante o processo de auditoria. Considerando os nomes padrões dos binírios das ferramentas DDoS, é possàvel fazer uma auditoria por nome de arquivo binírio usando o comando find. Caso as ferramentas não tenham sido instaladas com seus nomes padrões, é possàvel fazer uso do comando strings que permitiria, por exemplo, fazer uma busca no conteúdo de binírios "suspeitos". Esta busca visaria achar cadeias de caracteres, senhas e valores comumente presentes nos binírios das ferramentas DDoS.

    O utilitírio lsof pode ser usado para realizar uma auditoria na lista de processos em busca do processo daemon inicializado pelas ferramentas DDoS. Por último, se a sua míquina estiver sendo usada como master, o IP do atacante eventualmente poderia aparecer na tabela de conexões da sua míquina (netstat). Se tiver sido instalado previamente um rootkit, este IP não se revelarí.

    Ferramentas de auditoria de host: Ferramentas como o Tripwire podem ajudar a verificar a presença de rootkits.

    Ferramentas de auditoria de rede: O uso de um scanner de portas pode revelar um eventual comprometimento da sua míquina. Lembre-se que as ferramentas DDoS utilizam portas padrões.

    Assim também, analisadores de pacotes podem ser vitais na detecção de trafego de ataque. Para uma melhor anílise dos pacotes é importante conhecer as assinaturas das ferramentas DDoS mais comuns. No caso especàfico da ferramenta TFN2K, que utiliza pacotes randômicos e criptografados, o que prejudica em muito a detecção da ferramenta por meio de anílise dos pacotes, é possàvel alternativamente procurar nos pacotes uma caracteràstica peculiar gerada pelo processo de criptografia.

    FERRAMENTAS DE DETECÇàO ESPECÍFICAS

    Uma variedade de ferramentas foram desenvolvidas para detectar ferramentas de ataque DDoS que, eventualmente, possam ter sido instaladas no seu sistema, dentre elas:

    O NIPC (National Infraestructure Protection Center) disponibilizou uma ferramenta de auditoria local chamada "find_ddos" que procura no filesystem os binírios do cliente e daemon das ferramentas de Trin00, TFN, Stacheldraht e TFN2K. Atualmente estão disponàveis os binírios do find_ddos para Linux e Solaris em: http://www.fbi.gov/nipc/trinoo.htm

    Dave Dittrich, Marcus Ranum e outros desenvolveram um script de auditoria remota, chamado "gag" que pode ser usado para detectar agentes Stacheldraht rodando na sua rede local. Este script pode ser encontrado em: http://staff.wahington.edu/dittrich/misc/sickenscan.tar

    Dave Dittrich, Marcus Ranum, George weaver e outros desenvolveram a ferramenta de auditoria remota chamada "dds" que detecta a presença de agentes Trin00, TFN e Stacheldraht. Ela se encontra disponàvel em: http://staff.washington.edu/dittrich/misc/ddos_scan.tar

    SISTEMAS DE DETECÇàO DE INTRUSàO

    Sistemas de detecção de intrusão mais modernos incluem assinaturas que permitem detectar ataques DDoS e comunicação entre o atacante, o master DDoS e o agente DDoS.

    ^

    Como reagir?
    Se ferramentas DDoS forem instaladas nos seus sistemas
    Isto pode significar que você estí sendo usado como master ou agente. É importante determinar o papel das ferramentas encontradas. A peça encontrada pode prover informações úteis que permitam localizar outros componentes da rede de ataque. Priorize a identificação dos masters. Dependendo da situação, a melhor estratégia pode ser desabilitar imediatamente os masters ou ficar monitorando para coletar informações adicionais.

    Se seus sistemas forem vàtimas de ataque DDoS
    O uso do mecanismo de spoofing nos ataques DDoS dificulta em muito a identificação do atacante. Assim, se hí um momento em que pode-se fazer um backtracing e chegar ao verdadeiro responsível é no exato momento em que estí ocorrendo o ataque. Isto significa que é imprescindàvel a comunicação rípida com os operadores de rede do seu provedor de acesso/backbone.

    Considere que, devido à magnitude do ataque, não é recomendível confiar na conectividade Internet para comunicação durante um ataque. Portanto, certifàque-se que sua polàtica de segurança inclua meios alternativos de comunicação (telefone celular, pager, sinais de fumaça, etc). Mas, por favor, aja rípido, tempo é crucial!
    Considerações finais
    Não existe "solução mígica" para evitar os ataques DDoS, não com a tecnologia atual.

    No lugar, existem certas estratégias que podem ser aplicadas pelos administradores e gerentes de rede para mitigí-lo. Sem dúvida, sem se conhecer o que acontece nos bastidores serí uma tarefa difàcil. Assim, o motivo deste artigo foi justamente desmistificar o ataque de modo que estes profissionais, conhecendo melhor o inimigo, se preparem melhor para combatê-lo.

    Creditos:
    shunt user do fórum
    Flw.

  2. #2
    mto bom
    SOU INICIANTE!!!.

  3. #3
    Gray Hat Avatar de hackermamute
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    1.888
    Olí, Luzinha.

    O tutorial esta muito bem feito e explicativo.
    Obrigado por compartilhar...

    Abraços.

  4. #4
    Moderador Avatar de Dalt0n
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    Muito bom !!



    ^^

  5. #5
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    SERGIPE
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    168
    hum... muito bom mesmo!

    Nossa... o mamute voltou :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

    tudo blz mamute?
    http://img169.imageshack.us/img169/4...letsignjg8.jpg
    "...Pra ser sincero... quem engana, só engana a sí mesmo..." - [Engenheiros do Havaii]

  6. #6
    caraca....
    muito bom valeu

  7. #7

  8. #8
    Membro
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    355

    Re: DDoS e Ataques DDoS [TUTORIAL]

    Muiito legal msm luzinha!

    BOm espero que nao apaguem pela segunda vez meu post. =/

    Vlws

    TeE! +

  9. #9
    Simplificando ...

    Denial of Service (DDoS)

    Você prescisa de uma ferramenta de ddos uma simples eo f3, é de uma shell com permissão de upload é claro ser r00t do sistema.

    http://www.h4x0rtools.kit.net/f3

    Faz o upload é da um chmod 755 f3

    depois ./f3 IP 65000 151515
    (Pacotes)(Tempo)

    O f3 é bom para maquinas que não tem um firewall router
    mais isso é so server que tem, quando tiver firewall router
    utilize uma ferramenta com pacotes UDP

    http://karavell.com/udp.pl

    perl udp.pl IP porta tempo
    perl udp.pl IP 0 5000

    Da permissão 755 pois permissão 777 tem servidor
    que recusa é ocorre erro mais pode ser um dos dois.

    []'s, otavio_rox

  10. #10
    White Hat Administrador Avatar de fvox
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    Re:

    otavio_rox,

    Não é necessírio ser root para executar ou fazer upload do f3.
    Geralmente na /tmp sempre tem permissão.

    O f3 jí foi bom, mas jí estí ultrapassado =P
    Não que não funcione, isso sempre vai funcionar, a não ser que modifiquem a estrutura de tcp/ip.
    Acha que está caindo na insanidade? Mergulhe!

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